Mulher com sobrepeso sentada pensativa segurando a barriga e olhando para gráficos de emoções e saúde

Obesidade é um tema que mexe profundamente com nosso olhar sobre o corpo, saúde e comportamento. Quando comecei a me debruçar sobre o assunto, senti necessidade de entender mais a fundo os fatores que levam uma pessoa a desenvolver essa condição – tanto na perspectiva biológica quanto na emocional. Percebi que não existe uma única resposta, tampouco uma única solução. Cada pessoa carrega consigo uma história, um corpo e uma mente únicos. E é nessa complexidade que está o caminho para mudanças verdadeiras.

O cenário brasileiro e os múltiplos fatores do excesso de peso

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2020, mais da metade dos adultos do Brasil enfrenta algum grau de excesso de peso. Dados como esses sempre me chamam atenção, porque sinalizam que ser afetado por acúmulo de gordura corporal faz parte da rotina de milhões. Em crianças e adolescentes, os índices também crescem. Isso mostra o quanto compreender o fenômeno é indispensável – não só sobre as consequências para o corpo, mas sobre suas origens e o papel das emoções.

Família reunida à mesa com alimentos variados Eu sempre fazia a mesma pergunta: por que, apesar de informação, campanhas e tratamentos, os números seguem altos? O que está além do prato, do exercício físico e do metabolismo? A resposta não se limita ao que se come ou ao quanto se movimenta, mas inclui uma trama de genética, emoções, crenças, hábitos e relações com o próprio corpo.

Obesidade: conceito e origens

Obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, o que pode prejudicar a saúde, autoestima e qualidade de vida. Nem sempre é fácil reconhecer o início desse processo. As influências são muitas: desde genética, ambiente, alimentação, sedentarismo, até fatores psicológicos e afetivos.

Segundo estudos da Universidade de São Paulo (USP), filhos de pais com peso além do considerado saudável têm uma chance muito maior de também enfrentarem questões com o volume corporal. Ainda que a genética pese – literalmente – nunca é só ela que traça nosso destino.

Entender se o ganho de peso é derivado de características fisiológicas ou se as emoções e crenças desempenham papel de destaque é um exercício de autoinvestigação. Eu acredito que olhar para cada origem (orgânica e emocional) é indispensável.

Quando o corpo fala: além dos números na balança

No método “O Corpo Explica”, que aplico como parte do trabalho com Analista Corporal, costumo investigar com clientes muito além da balança. Observo traços corporais, mapas emocionais e padrões de funcionamento para enxergar além do diagnóstico clássico. Essa visão ampliada ajuda a pessoa a transformar autoconhecimento em escolhas práticas, sem culpa.

Mesmo o Ministério da Saúde reforça a necessidade de acolhimento e de abordagens livres do estigma, pois obesidade é uma condição multifatorial, nunca uma “falha de caráter” ou falta de força de vontade. Isso precisa estar sempre em mente.

O que distingue o excesso de peso de causas físicas e emocionais?

Ao longo dos anos ouvi, muitas vezes, relatos sobre dietas que fracassam, reeducações alimentares que não sustentam resultados, além de medo, vergonha e sensação de impotência. E comecei a perceber que, para muitos, a história do corpo se confunde com a história das emoções.

Fatores fisiológicos: quando o corpo pede atenção

Entre as razões de ordem física, destacam-se:

  • Predisposição genética (quando há herança familiar).
  • Desajustes hormonais ou metabólicos.
  • Alterações em neurotransmissores (como serotonina, dopamina e leptina).
  • Uso prolongado de medicamentos que levam ao aumento do apetite.
  • Doenças crônicas ou carências nutricionais.

Nesses casos, sintomas como lentidão metabólica, sensação constante de fome e mudanças bruscas no peso podem indicar necessidade de investigação médica.

Por exemplo, doenças endócrinas, como hipotireoidismo e síndrome de Cushing, afetam diretamente o metabolismo e devem ser avaliadas. Mas um ponto sensível, que percebo na prática, é que a tendência é buscar respostas rápidas, enquanto os fatores biológicos quase sempre pedem mais paciência e diagnóstico detalhado.

Componentes emocionais: e quando a emoção pesa?

As emoções influenciam, sim, do apetite à digestão – e, num grau talvez maior do que imaginamos. Sentimentos de abandono, insegurança, baixa autoestima, medo de rejeição ou necessidade de proteção podem se transformar em “peso extra” no corpo.

O comer emocional (ou seja, comer para lidar com sentimentos e não com a fome real) faz parte da vida de muitas pessoas. Isso me fez perceber, durante atendimentos, que a obesidade emocional está muito ligada ao modo como buscamos conforto, preenchimento e regulação emocional.

Mulher sentada no sofá comendo e expressão de tristeza Quando eventos estressantes, perdas ou até lembranças antigas se repetem, muitas pessoas recorrem à comida como fonte de alívio ou distração.O resultado é um ciclo difícil de interromper, pois esse ato gera pequenas doses de prazer imediato, seguidas de culpa.

Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para transformá-lo. Em vez de julgar-se, é hora de procurar quais gatilhos emocionais estão por trás desse comportamento.

Efeitos da obesidade além do físico: corpo, mente e relações

Falar dos impactos do peso excessivo só sobre doenças do corpo seria raso. A realidade é que há consequências para o bem-estar mental, a autoestima, a qualidade dos vínculos afetivos e até para o posicionamento profissional.

A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) alerta que questões como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares aparecem junto do excesso de gordura corporal. Mas algo de igual peso – por vezes ignorado – é que a condição pode aumentar ansiedade, sensação de inadequação, depressão e riscos de isolamento social, o que realimenta o ciclo do comer emocional.

Mente e corpo se comunicam o tempo todo.

Vejo casos em que a insegurança gerada pelo preconceito, pelo estigma e por experiências de fracasso em dietas ou tratamentos faz a pessoa se sentir aprisionada. Isso pode, inclusive, bloquear sonhos, desejos de mudar de carreira, de iniciar relações ou melhorar o cotidiano em família.

Já ouvi relatos de clientes cujos relacionamentos mudaram bastante após entenderem sua relação com o próprio corpo, aceitando processos de mudança sem culpa.

O papel da autopercepção e do autoconhecimento

Autoconhecimento é, na minha visão, o fundamento da transformação quando falamos de problemas ligados ao corpo. Um dos caminhos é investigar os próprios traços de caráter, que moldam desde o modo de lidar com emoções até a forma como nos relacionamos com a comida.

No método da análise corporal usamos seis partes do corpo para mensurar cinco tipos de traços de caráter: Esquizoide, Oral, Psicopata, Masoquista e Rígido.Cada traço revela predisposições típicas diante do mundo e também frente à alimentação.

Terapeuta analisando o corpo de paciente em sessão online

3 Funções do excesso de peso: proteção, destaque ou força

Você sabia que o peso extra tem uma função? No livro as 3 funções do excesso do peso contar que uma pessoa só tem excesso de peso porque precisa dele. E enquanto for necessário, vai permanecer.

Traço Rígido : O peso tem a função de proteger. Alguém que passou por alguma situação de abuso sexual pode acabar desenvolvendo um corpo maior e menos atraente para evitar passar por algum abuso novamente. A proteção também é necessária para alguém que tem muito medo de trair seu par, em um relacionamento. Ela também precisa de um corpo menos atraente para ajudar a se proteger de trair o par. Perfeccionistas, buscam controlar o corpo através de dietas e podem alternar entre restrições severas e episódios de compulsão.

Traço Oral: O peso a mais ajuda a dar visibilidade a um corpo que não chamaria a atenção e não seria visto. Quando alguém se sente invisível, um corpo maior e mais largo está também cumprindo o seu papel. Busca constante de prazer, consolo e segurança por meio da comida. Pessoas desse traço tendem ao comer emocional e ao desejo de “preenchimento”.

Traço Masoquista : A pessoa sente que precisa ser forte, e que muitas pessoas dependem dela. Ela carrega o mundo nas costas e o lixo dos outros, e para segurar todo esse peso, precisa de um corpo maior. Suporta peso emocional, tende a guardar sentimentos e se cobrar demais, muitas vezes usando a comida como válvula de escape para tensões internas.

Não adianta tirar do corpo o peso que a mente precisa para sobreviver a ambientes difíceis. Nenhum esforço para tirar o excesso de peso de uma pessoa vai funcionar enquanto uma das 3 funções for necessária.

O que observo no acompanhamento individual é que, ao identificar o traço predominante e compreender o funcionamento interno, a pessoa mapeia seus próprios gatilhos. Isso facilita escolhas mais ajustadas, melhora resultados e reduz recaídas.

  • Entender o próprio mecanismo psicológico evita a autossabotagem frequente.
  • Reconhecer emoções evitadas reduz o uso da comida como muleta.
  • Desenvolver aceitação corporal suaviza os efeitos do estigma e do “autoboicote”.

Resulta num percurso mais leve e sustentável.

A importância da saúde mental no controle do peso

É impossível dissociar a manutenção (ou perda) de peso do equilíbrio emocional. Quem já tentou emagrecer sabe que não existe apenas uma fórmula do que comer e quanto se exercitar. Muitas vezes, é preciso ir além: fortalecer autoestima, resgatar prazer em viver, ampliar a consciência e propor estratégias acolhedoras.

Sem saúde mental equilibrada, é difícil manter constância, resistir a pressões externas ou lidar com frustrações típicas de todo processo de mudança.

Mulher sorrindo praticando atividade ao ar livre Costumava recomendar que, junto do acompanhamento clínico, fosse priorizado o suporte psicológico – por meio de terapia, grupos de apoio e a Analise Corporal. Assim, o processo de emagrecimento deixa de ser apenas algo doloroso e se torna uma busca de autonomia, consciência e acolhimento.

Como a mente influencia cada etapa do emagrecer

  • Processo de tomada de decisão: aceitação da mudança depende do quanto a pessoa se sente segura.
  • Mudança de hábitos: transformar crenças é condição para sustentar novas rotinas.
  • Ajuste de expectativas: lidar com oscilações sem perder motivação requer estabilidade emocional.

Vejo, por exemplo, que pessoas com histórico de rejeição, bullying ou vergonha corporal tendem a boicotar mudanças – mesmo sem perceber. E quem associa o valor pessoal ao corpo encontra mais barreiras para lidar com o assunto de forma leve.

Desmistificando crenças e hábitos ligados à alimentação emocional

Costumo trabalhar o conceito de alimentação emocional nos meus atendimentos: é a prática de usar a comida para lidar com sentimentos (tristeza, ansiedade, tédio, raiva). Quase todo mundo já fez isso em algum momento, mas quando vira padrão, dificulta rapidamente o emagrecer consciente.

Autopercepção é o maior aliado da mudança alimentar.

Como identificar padrões de alimentação emocional?

  • Comer mesmo sem fome, em horários aleatórios ou durante episódios de estresse.
  • Sentir culpa, vergonha ou arrependimento após comer “além da conta”.
  • Procura recorrente por alimentos muito calóricos, doces ou fast food em momentos de crise emocional.
  • Perceber aumento do apetite em situações de frustração, insatisfação ou ansiedade.

Perceber os próprios gatilhos é o segredo para criar estratégias mais eficazes de autocuidado e regulação emocional.

Costumo propor um pequeno diário alimentar (anotar não só o que come, mas o que sente antes e depois), pois isso evidencia padrões automáticos. Com a análise corporal, identificamos juntos as circunstâncias que provocam esses comportamentos.

Desconstruindo mitos: é sobre corpo, mas também sobre história de vida

Ainda é comum a crença de que basta “força de vontade” ou restrição para emagrecer. Mas, como digo para minhas clientes, não adianta atacar só o sintoma físico sem compreender a causa real do excesso de peso. Se o contexto emocional não é cuidado, há grande chance de o ciclo se repetir – com o famoso efeito sanfona.

Outro ponto: alimentação emocional não é “fraqueza”, é uma estratégia legítima de sobrevivência psíquica. O objetivo, então, é ensinar a substituí-la por práticas mais saudáveis, e não punir ou envergonhar.

Abordagem integrativa: ciência, escuta ativa e análise corporal caminhando juntas

Depois de anos estudando, vi que unir conhecimentos da biologia, psicologia, neurociência e análise corporal traz resultados mais profundos. Não é simples “prescrever” o que fazer, mas sim ouvir – ativamente – cada história. Por isso, penso que só uma abordagem integrativa estrutura mudanças reais e sustentáveis.

Ciência e escuta ativa renovam a maneira como lidamos com o corpo, promovendo respeito, autonomia e mudança genuína.

  • O apoio de dados científicos mostra os riscos de um olhar exclusivamente biomédico e reforça a necessidade de dimensionar fatores emocionais e sociais.
  • Escuta ativa promove acolhimento, empatia e redução do estigma, permitindo que a pessoa ressignifique sua relação com o próprio corpo.
  • Análise corporal auxilia a mapear funcionamento da mente, tornando a mudança de comportamento mais leve, assertiva e alinhada ao que faz sentido para cada um.

Mulher conversando com terapeuta em ambiente acolhedor Esse “pacote” torna o processo não só mais humano, mas muito mais eficaz. Coisas que costumo trabalhar nessa abordagem:

  • Identificação de crenças sabotadoras.
  • Compreensão das vulnerabilidades emocionais de cada traço de caráter.
  • Fortalecimento de autonomia sobre o próprio corpo – sem promessas milagrosas.
  • Exploração dos hábitos e da rotina sob o ponto de vista neurocientífico, unindo biologia, afetividade e comportamento.

Li muito na categoria de biologia emocional sobre como emoções afetam o metabolismo e o modo como lidamos com o corpo. Isso só reforçou meu entendimento de que as emoções moldam inclusive nossa fisiologia.

Obesidade infantil e adolescente: quando a jornada começa cedo

Diversas pesquisas destacam também que filhos de pais obesos possuem até 80% de chances de desenvolver obesidade, revelando o peso dos fatores familiares e do ambiente.

O ambiente familiar planta sementes de hábitos, crenças e emoções.

Sempre ressalto: criar uma cultura de respeito ao corpo desde a infância reduz impactos negativos. Mudanças de rotina que envolvem exercício, lazer, refeições partilhadas e diálogo aberto sobre emoções funcionam mais do que “proibir”, punir ou gerar medo.

Acima de tudo, é fundamental acolher o jovem ou a criança, incentivando autopercepção e autoestima positiva, dois fatores de proteção reconhecidos pela psicologia comportamental.

Estratégias práticas para mudar padrões de comportamento

Durante os atendimentos e pesquisas no universo da neurociência, percebo o quanto pequenas atitudes do dia a dia aumentam nossa capacidade de perceber, reagir e transformar sentimentos e rotinas ligadas ao acúmulo de peso.

Caminhos para identificar e reformular hábitos

  • Elaborar um diário de alimentação, emoções e acontecimentos do dia.
  • Buscar apoio familiar ou de rede social para compartilhar desafios e avanços, sem julgamentos.
  • Criar pequenas metas de mudança (como trocar um alimento processado por natural em uma refeição diária).
  • Exercitar práticas de autocuidado que vão além de alimentação e exercício – leitura, meditação, tempo livre, atividades que tragam prazer.
  • Realizar pausas programadas para sentir o corpo: fome, saciedade, desconforto ou emoções presentes antes de se alimentar.

Grandes mudanças começam por pequenas conquistas cotidianas, respeitando limites, vulnerabilidades e necessidades individuais.

O processo é gradual – e, na minha opinião, precisa ser celebrado em cada etapa.

O valor da escuta: por que pedir ajuda faz diferença?

Frequentemente, escuto relatos de pessoas que tentaram inúmeras estratégias “sozinhas” e se sentem cansadas. Um traço bastante comum é a vergonha em pedir auxílio, por receio de julgamento ou novas frustrações.

O apoio profissional, seja em sessões individuais de análise corporal, psicoterapia, avaliação médica ou grupos de escuta, ajuda a construir uma relação mais saudável, gentil e eficaz com o próprio corpo.

Pedir apoio é um sinal de maturidade e autocuidado.

Experiências na categoria de autoconhecimento me mostraram que quem compartilha, investiga crenças e se interessa pelo próprio funcionamento adquire forças extras para sair de ciclos viciosos.

Quando buscar suporte estruturado?

  • Quando perceber dificuldade em interromper padrões, apesar de tentativas.
  • Quando episódios de comer emocional forem muito frequentes, trazendo prejuízos sociais ou de saúde.
  • Se houver impacto intenso sobre autoestima ou relações.
  • Se problemas médicos exigirem suporte multidisciplinar.

No meu projeto , cada atendimento individual é dirigido para aquilo que faz diferença para a pessoa no momento, e não segundo “protocolos” rígidos ou receitas prontas.

Como a análise corporal amplia a jornada de transformação

Um dos motivos pelos quais decidi unir análise corporal à escuta ativa foi o enorme poder de autoconhecimento e liberdade prática que ela proporciona. Não se trata de buscar um corpo “ideal”, mas sim entender a origem das emoções e padrões comportamentais que nos afastam do equilíbrio.

Observar seis partes do corpo, mensurar traços de caráter e construir um mapa de funcionamento da mente traz clareza para a tomada de decisão.

Durante as sessões, noto frequentemente:

  • Redução da culpa por não seguir dietas à risca.
  • Aumento da autocompaixão ao vivenciar recaídas.
  • Empoderamento para construir novas rotinas sem sofrimento.
  • Reconciliação com a imagem corporal.
  • Fortalecimento da autoestima e aceitação do corpo real.

Conclusão: Mais que emagrecer, é sobre viver melhor

Acredito que, quando enxergamos a obesidade como resultado de uma rede de fatores – fisiológicos, emocionais, familiares e sociais –, abandonamos a pressão por soluções mágicas e nos abrimos ao autoconhecimento. Compreender os próprios padrões e cuidar das emoções mudam não só o corpo, mas também a vida como um todo.

O caminho está no encontro entre ciência, autopercepção, escuta ativa e apoio profissional, respeitando a história e a singularidade de cada pessoa.

Se você sente que essa abordagem faz sentido, convido a conhecer o meu trabalho com a Analista Corporal. Busque autoconhecimento, análise personalizada e um olhar acolhedor para a sua jornada. Porque viver leve também é viver em paz consigo.

Perguntas frequentes sobre obesidade

O que é obesidade e como surge?

Obesidade é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, resultante de fatores genéticos, ambientais, comportamentais e emocionais.Esse excesso pode se instalar ao longo do tempo, muitas vezes devido à combinação de maus hábitos alimentares, sedentarismo, predisposição genética e dificuldades emocionais. O aumento progressivo do peso está relacionado a alterações hormonais, oferta crescente de alimentos ultraprocessados e situações de estresse ou ansiedade, que podem estimular o comer emocional.

Quais são as causas emocionais da obesidade?

Há diversas causas emocionais para o acúmulo de peso, como uso da comida para aliviar tristeza, ansiedade, solidão ou tédio. Padrões de alimentação emocional surgem especialmente em pessoas que enfrentaram rejeição, críticas, bullying ou traumas, usando o alimento como estratégia de enfrentamento.Também podem existir crenças de autossabotagem, baixa autoestima e dificuldades em lidar com emoções negativas, que tornam o ciclo difícil de romper sem apoio adequado.

Como tratar a obesidade de forma saudável?

O tratamento passa por abordagem multidisciplinar, integrando acompanhamento médico, suporte psicológico e mudanças graduais de comportamento.É fundamental reconhecer o papel das emoções, promover autoconhecimento e buscar estratégias que envolvam alimentação consciente, prática regular de exercícios físicos, regulação do sono e autocuidado emocional. Sessões de análise corporal contribuem para identificar gatilhos internos e ajustar hábitos de maneira alinhada à realidade de cada pessoa.

Obesidade tem cura ou só controle?

O conceito de "cura" é mais delicado quando aberto para o contexto da obesidade. Atualmente, entende-se que, em muitos casos, é possível reverter boa parte das complicações e conquistar o equilíbrio do peso por meio de mudanças de hábitos e autocuidado contínuo, porém a tendência ao reganho sempre existe, caso fatores emocionais e rotinas não sejam trabalhados. Portanto, preferimos falar em "controle sustentável", associado a saúde, bem-estar e qualidade de vida, mais do que à busca do peso ideal.

Quais exames identificar obesidade?

O diagnóstico da obesidade geralmente envolve a avaliação do índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e exames laboratoriais para verificar indicadores metabólicos.Entre eles, destacam-se glicemia, perfil lipídico, exames de função tireoidiana e avaliações hormonais. Em certos casos, testes de composição corporal (como bioimpedância) ajudam a mensurar a proporção entre gordura, músculo e água, indicando riscos para a saúde e orientando o plano de tratamento individualizado.

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Patrícia Mazetti

Sobre o Autor

Patrícia Mazetti

Realizo atendimentos online especializados em Análise Corporal pelo método "O Corpo Explica". Sua atuação é marcada pela escuta ativa, utilizando psicologia, biologia e neurociência para ajudar pessoas a compreenderem padrões emocionais e comportamentais. Patrícia é dedicada a promover o autoconhecimento prático, facilitando transformações profundas em diversas áreas da vida, como relacionamentos, carreira, finanças e autoestima.

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