Mulher em escritório tocando a têmpora enquanto observa tela do computador

Poucas coisas testam tanto o nosso equilíbrio emocional quanto o cotidiano profissional. Eu mesma sempre senti tudo muito intensamente. E foi só quando parei para olhar para mim de verdade que percebi: grande parte das minhas reações no trabalho tinham origem em antigas feridas, padrões e expectativas.

Neste artigo, vou compartilhar o que aprendi sobre gatilhos emocionais no ambiente de trabalho, como identifiquei os meus e as estratégias que adotei para evitar episódios de estresse, ansiedade e ações das quais me arrependia depois.

O que são gatilhos emocionais?

Gatilhos emocionais são estímulos que provocam uma reação emocional desproporcional ao contexto. Isso geralmente acontece porque aquele estímulo (uma crítica, um olhar atravessado, um e-mail ignorado) toca em feridas antigas e crenças profundas. No ambiente profissional, esses gatilhos acabam mexendo na nossa autoestima, sensação de pertencimento e valor pessoal.

Um gatilho emocional é tudo aquilo que faz você reagir no automático.

Quando percebi isso, comecei a buscar mais informações sobre como meu corpo e mente estavam conectados nessas reações. Descobri propostas relacionadas a Analista Corporal, com o método “O Corpo Explica”, que revelam como cada pessoa reage conforme seus traços corporais e padrões emocionais aprendidos.

Por que o ambiente de trabalho potencializa gatilhos?

Para mim, o ambiente de trabalho, cheio de metas, exigências e diferentes personalidades, foi sempre um prato cheio para gatilhos emocionais. São cobranças explícitas e implícitas, julgamentos constantes, comunicações truncadas…

  • Prazos apertados geram ansiedade e sensação de insuficiência.
  • Feedbacks negativos tocam em inseguranças antigas.
  • Comparações entre colegas acendem disputas internas.
  • Falta de reconhecimento faz surgir sentimentos de rejeição.

Essas situações não criam nossos sentimentos do nada. Elas despertam respostas que já estavam em nós. Ao compreender isso, ganhei mais clareza e liberdade para escolher como agir.

Como identificar seus próprios gatilhos?

Eu precisei tomar consciência de situações recorrentes que me desestabilizavam. Você pode fazer esse exercício, perguntando-se:

  • Em que momentos você sente raiva, vontade de chorar, ou fica congelada na frente do computador?
  • Quais temas fazem seu coração disparar nas conversas com colegas ou gestores?
  • Quais críticas te paralisam ou deixam na defensiva?
  • Existe alguma frase ou comportamento típico do seu ambiente que faz você “perder o chão” emocionalmente?

Eu anotava essas situações em um caderno. Aos poucos, padrões começaram a aparecer. Reparei por exemplo que toda vez que não era consultada antes de uma decisão, sentia insegurança e interpretava aquilo como desvalorização.

O segredo não é julgar suas emoções, mas acolhê-las para entender o que elas pedem de você.

Ferramentas que unem psicologia e biologia, como a análise corporal , ajudam a revelar nossos principais gatilhos e como eles se manifestam no corpo e no comportamento. Isso me trouxe respostas para sentimentos que eu nem conseguia explicar antes.

Como evitar e lidar com gatilhos no ambiente de trabalho?

Depois de reconhecer meus gatilhos, precisei criar estratégias para lidar melhor com eles. Aqui compartilho o que funcionou para mim:

1. Respire e crie espaço antes de reagir

Quando sentir uma emoção forte surgindo, como raiva, vergonha ou medo, pare, respire fundo e espere alguns segundos antes de responder. Isso ajuda o cérebro a sair do piloto automático.

2. Cuide do seu corpo e observe sinais físicos

No começo, eu não percebia, mas meu corpo dava sinais. Tensão nos ombros, dor de cabeça, respiração acelerada… Anotar esses sintomas me ajudou a “prever” gatilhos.

3. Reflita sobre o que é seu e o que é do outro

Nem toda crítica fala sobre nossas falhas reais. Muitas vezes, o comportamento dos outros reflete as dores deles. Eu aprendi a filtrar críticas para não absorver tudo como verdade absoluta.

4. Desenvolva autocompaixão

Eu passei a me tratar com mais gentileza quando errava ou sentia medo. Isso não me tornou permissiva com meus erros, mas aliviou o peso da autocobrança.

5. Dialogue de forma assertiva

Fui aprendendo gradualmente a expor o que sentia sem me colocar como vítima nem entrar em brigas.

  • Faço perguntas para entender o contexto do outro.
  • Assumo a responsabilidade pelas minhas reações.
  • Peço ajuda ou apoio quando estou em situações difíceis.

Ler sobre comportamento e relacionamentos também me apoiou. Entender que muitos colegas estão atravessando os mesmos desafios aproxima e inspira empatia.

6. Busque autoconhecimento profissional

Ferramentas como a análise corporal, tornaram-se essenciais para mim. Descobrir meus traços de caráter e entender meus padrões ajudou a transformar culpa em clareza. Quanto mais autoconhecimento, menores são as chances dos gatilhos controlarem nossa trajetória profissional.

Como transformar gatilhos em crescimento?

Com o tempo e com autoconhecimento, compreendi que os gatilhos não são só obstáculos. Eles também indicam necessidades não atendidas ou feridas que posso cuidar.

  • Gatilhos mostram o que ainda dói e precisa ser visto.
  • São convites diários à auto-observação e prática de novas escolhas.
  • Podem transformar relações no trabalho – consigo e com os outros.

Foi esse olhar integrativo, de psicologia, biologia e neurociência, que encontrei nas publicações da biologia emocional e análises de traços de caráter. Passei a aceitar meus limites e ritmos, e a usar os gatilhos como bússola para o autodesenvolvimento.

Se você quer ir mais fundo nesse processo, recomendo conhecer conteúdos sobre psicologia aplicada ao autoconhecimento e relatos de pessoas que transformaram esses desafios.

Conclusão

No ambiente de trabalho, todos estamos expostos a situações que podem ser gatilhos emocionais. Reconhecer esses gatilhos é o primeiro passo para ter escolhas mais conscientes e viver com mais leveza os desafios profissionais. Cada um de nós carrega uma história, necessidades e formas únicas de funcionamento emocional. Identificar, acolher e transformar essas respostas automáticas são caminhos possíveis – e cada pessoa pode (e merece) trilhar o seu.

Se você sente que ainda não consegue identificar ou lidar com seus próprios gatilhos, recomendo fortemente buscar acompanhamento especializado. Passar por uma sessão de analise corporal pode ser um divisor de águas nessa jornada, trazendo clareza e mais autocompaixão. Conheça mais sobre autoconhecimento e perceba se você está ouvindo suas necessidades internas no dia a dia.

Gostaria de te convidar a conhecer o meu trabalho na Analista Corporal para aprofundar ainda mais sua compreensão sobre suas emoções e transformar seus gatilhos em aliados para uma carreira mais leve e alinhada com você. Confira também conteúdos sobre carreira e desenvolvimento pessoal para seguir se inspirando.

Perguntas frequentes sobre gatilhos emocionais no trabalho

O que são gatilhos emocionais no trabalho?

Gatilhos emocionais no trabalho são situações, falas ou comportamentos que provocam reações emocionais intensas e, muitas vezes, automáticas. Esses episódios podem ser despertados por críticas, cobranças, exclusões ou até pequenos gestos que lembram experiências ou inseguranças do passado.

Como identificar meus próprios gatilhos emocionais?

Observe quais situações no ambiente de trabalho mexem profundamente com você, causando reações como raiva, medo, vergonha ou tristeza. Anote situações recorrentes e procure padrões, lembrando de perceber também sinais físicos como tensão no corpo, respiração acelerada e mudança de humor. O autoconhecimento, muitas vezes com auxílio profissional, ajuda a clarear esse caminho.

Quais são os gatilhos mais comuns no trabalho?

Os gatilhos mais frequentes envolvem críticas negativas, falta de reconhecimento, excesso de cobrança, comparação entre colegas, exclusão de decisões, mudanças abruptas na rotina e situações de conflito com chefias ou pares. Essas experiências podem ativar memórias relacionadas à autoestima, aceitação e sensação de ser suficiente.

Como posso evitar gatilhos emocionais no escritório?

Não é possível evitar todos os gatilhos, mas é possível se preparar para lidar melhor com eles. Pausar antes de reagir, praticar o autoconhecimento, cuidar da comunicação e buscar apoio ajudam a criar mais recursos para transformar reações automáticas em escolhas conscientes. Técnicas de respiração, escrita e acompanhamento profissional podem ser grandes aliados.

O que fazer quando sou afetado por um gatilho?

Quando você perceber que foi afetado por um gatilho, tente respirar fundo, reconhecer a emoção sem julgamento e dar um tempo antes de agir. Se precisar, busque um espaço reservado para se acalmar. Depois, reflita se há algo que pode pedir ou comunicar sobre a situação. Se for recorrente, procure orientação profissional como as sessões de análise corporal que eu aplico.

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Patrícia Mazetti

Sobre o Autor

Patrícia Mazetti

Realizo atendimentos online especializados em Análise Corporal pelo método "O Corpo Explica". Sua atuação é marcada pela escuta ativa, utilizando psicologia, biologia e neurociência para ajudar pessoas a compreenderem padrões emocionais e comportamentais. Patrícia é dedicada a promover o autoconhecimento prático, facilitando transformações profundas em diversas áreas da vida, como relacionamentos, carreira, finanças e autoestima.

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